Semana Santa impacta gastronomia, economia e impulsiona o empreendedorismo

A Semana Santa é uma das festividades do calendário brasileiro mais aguardadas do ano, combinando tradição religiosa e consumo diversificado com impactos significativos na economia, geração de renda, empregos, empreendedorismo de oportunidade, turismo religioso, gastronomia e muito mais. Para além da venda e compra de chocolates, ovos de Páscoa, pescados e frutos do mar típicos dessa sazonalidade, o período funciona como um catalisador de consumo de maneira ampla e multissetorial, permitindo aliar criatividade, fé, gastronomia, lazer e negócios.

Para a docente Daniella Galvão, do curso de Administração e Contábeis da Wyden, essa é uma época do ano altamente impactante para diversos setores, inclusive no turismo religioso. “Muitas cidades que realizam encenações da Paixão de Cristo recebem um fluxo enorme de turistas. Isso movimenta toda a cadeia: hotéis, pousadas, transporte, alimentação, entre outros players desta cadeia produtiva”, observa, reconhecendo o impacto na fé e economia.

Além disso, há uma mudança nos hábitos de consumo alimentício com aumento significativo na procura por peixes (bacalhau, tilápia e pescados regionais) e frutos do mar, beneficiando desde o pescador artesanal até as grandes redes de supermercados. A professora do curso de Gastronomia da Wyden, Ana Cristine Araújo, ressalta que isso ocorre porque a Semana Santa tem um impacto muito significativo na gastronomia, especialmente em países de tradição cristã como o Brasil. “É um período marcado por práticas culturais e religiosas que influenciam diretamente no consumo alimentar, como por exemplo, a redução ou exclusão de carnes vermelhas. Do ponto de vista econômico, é uma das datas sazonais mais importantes para o setor de alimentos”, frisa.

Ela acrescenta que a festividade é uma excelente oportunidade estratégica para os negócios na área e um período com forte valor cultural. “Para os empreendimentos, como restaurantes, há o aumento da demanda por pratos específicos (principalmente à base de peixe), a possibilidade de criar menus sazonais ou combos especiais e a valorização de pratos tradicionais com releitura contemporânea”, pontua. Já para quem gosta de cozinhar, “é um ótimo momento para testar receitas temáticas, experimentar técnicas com pescados e frutos do mar e desenvolver pratos autorais que podem até virar fonte de renda”, observa Ana.

Setores correlatos sentem impacto positivo das festividades

A professora Daniella compartilha que outros segmentos também utilizam o período para valorização cultural e geração de renda. Há, por exemplo, o varejo especializado com venda de chocolates e ovos de Páscoa, movimentando a indústria e gerando milhares de empregos temporários. “Também existe a indústria de artigos religiosos, com venda de velas, vestuários para encenações e objetos devocionais, sustentando pequenos artesãos e lojas especializadas. Dessa forma, esse é um dos momentos mais estratégicos do ano para o empreendedorismo de oportunidade”, endossa.

Enquanto orientação, Daniella explica que para quem faz ovos de Páscoa, caseiros, doces ou pratos típicos sob encomenda “o investimento inicial pode ser controlado e o retorno é rápido. Isso permite que pessoas desempregadas ou que precisam complementar o orçamento encontrem um fôlego financeiro”, pontua. Sem contar que de uma sazonalidade pode nascer um negócio rentável e duradouro. “Muitas vezes, o que começa como uma busca por renda extra na Semana Santa acaba se tornando um negócio permanente de confeitaria ou gastronomia, transformando a vida financeira do indivíduo a longo prazo”, conta.

Culinária típica e adaptável: aproveite a Semana Santa com muito sabor

Para quem deseja aproveitar esse período com a família ou amigos, a professora de Gastronomia Ana Cristine compartilha um prato repleto de afeto. “Minha recomendação é um ensopado de peixe, que também pode ser feito com camarão. Essa receita é preparada com batatas, cenoura, pimentões, tomate, cebola, leite de coco, cheiro verde e ovos cozidos, acompanhado de arroz branco e um pirão feito do próprio caldo do peixe”, sugere.

Ela também traz algumas dicas para quem não consome produtos de origem animal, como o “bacalhau” vegano feito com palmito pupunha ou jaca verde; moquecas à base de banana-da-terra, legumes ou cogumelos; tortas e escondidinhos com proteínas vegetais; e sobremesas tradicionais já são naturalmente adaptáveis, como arroz doce e rabanada vegana. Essas propostas não são apenas para substituir ingredientes, “uma vez que o objetivo é manter o significado simbólico e sensorial das preparações”, finaliza Ana.

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